(: Sirva-se!

sábado, 14 de agosto de 2010


Suposição


Quão prazer,
Imensurável,
O de dizer:
...
Estou feliz.
...
E relembrar,
que tantas vezes,
Quis,demasiadamente, ter essa sensação.
...
Não digo que foi propositalmente,
Não,
Não é essa a essência, seria muita presunção.
...
Mas é que por algumas horas,
Sim,
Minha alma foi feliz.
...
Mas quem sou eu,
Pra definir o que possa ser,
A felicidade?
...
Eu sou só um ser,
Bem sei,
E ouso dizer,
...
Que por alguns momentos,
Minha alma,
 Se sentiu tão bem,
...
Que ousei denominar o que senti,
Simplesmente,
De felicidade!
[Marinella Quinzeiro]



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Incorporo...
O fato é que eu sou assim
me sinto bem
com a dor.
...
O lado sentimental de meu ser,
não descansa,
vigora sem cessar!
...
E é algo tão
desconhecido,
que chega a ser especial.
...
Eu chego a me sentir em paz,
como se estivesse em meu hábitat,
algo que conheço profundamente.
...
E não há segredos nem mistérios,
eu decifro,
eu sinto.
...
E incorporo!
[Marinella Quinzeiro]

sábado, 31 de julho de 2010

Sonho de um sonho [Parte II]
Certa vez,
adormeci
a fazer pedidos
...
E no sonho,
desligada,
sonhei
...
Com carinho,
música no ouvido,
aconchego
...
Algo divino
que as palavras
não são capazes,de designar.
...
Promessas,
verdades no olhar,
puro sentimento
...
E foi tão belo
tão encantodor,
sobrenatural.
...
Mas os raios solares
já invadem o quarto que habito
E o real,grita.
...
[Marinella Quinzeiro]
Sonho de um sonho [parte I]
Tantas vezes...
um sonho pareceu
tomar conta de mim
...
E pensei
encontrar
o rumo do caminho
...
E quis
andar na areia
e sentir as ondas a se desmancharem
...
Tudo em pár...
onde o segundo
não fosse a solidão
...
Utilizar
o abstracionismo
pra tantas coisas explicar
...
Relatar
fatos vividos
com brilho no olhar
...
Mas a manhã chega
e só me resta a realidade
e a esperança ocasionada por um sonho.
...
[Marinella Quinzeiro]

segunda-feira, 19 de julho de 2010


Monotonia



Tudo era tão normal...
pro anormal
que a minha vida sempre foi.
...
Meus pensamentos,
nunca totalmente em paz,
seguiam seu rumo comum.
...
Mas não imaginava...
nem tinha como presumir,
tamanha confusão.
...
Ninguém há de saber,
a força do olhar,
naquela ilustre ocasião.
...
De certo,
não era correto,
nada de perfeito.
...
Com o coração insensível,
por batalhas travadas outrora,
decididamente enfrentei o presente.
...
Inconsequentemente,
palavras vomitei,
tomada por enorme náusea sentimental.
...
Eu já sabia o que era aquilo,
mas os sintomas, nem sempre iguais,
me confundiam incertamente.
...
Até tentei fugir,
omitir,
fantasiar...
...
Nada dera certo.
...
Fui de encontro...
a colisão foi forte,
destroçou o que já era remendado.
...
E de tudo fiz,
a fim de reconstruir o derrubado,
de prosseguir...
...
Mas a dor,
do inalcancável, incessantemente,
acompanha-me.
...
E uma saudade imensa,
do que nunca tive,
perdura.

[Marinella Quinzeiro]


sábado, 3 de julho de 2010

Pressentimento
Anda tão dificil tudo isso...
É um fardo pesado,
É insuportávelmente doloroso.
...
Olhar pra você...
E enxergar esse ressentimento,
Que te impede de avançar.
...
Sonhar com tantas coisas,
Cogitar tantos planos, coisas boas.
E ver tudo se esvair...
...
Ter o pensamento distante...
Refletindo desordenadamente sem saber onde chegar...
E continuar.
...
Tentar buscar soluções,
Idealizar planos,
Só pra suportar...
...
A falta que a falta faz...
Dói amargamente,
Chega a corroer.
...
As vezes eu busco um antídoto,
Outras vezes me deleito na dor,
E me sobe uma inexplicável sensação, inebriante.
...
Ah... se soubesses...
O quanto desejo ter você...
Será que me aceitarias?
...
Mas vós deves ser muito alto,
A ponto de perceber, minha altura,
A ponto de mais que me enxergar.
...
No entanto...
Há uma sensação até divina,
Que tão bem me ilumina.
...
Diz que tudo vai da certo...
E me envolve de uma paz aconchegante,
E me faz repousar em meio ao turbilhão...
...
E eu sei que o tempo há de passar...
...
Enquanto isso...
Eu sigo, com o meu coração, e essa esperança desconhecida,
Uma calmaria, que me faz acreditar... que a felicidade ainda há de vir.
[Marinella Quinzeiro]

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em pár...


É que eu já procurei tantas flores nas esquinas,
ja esbocei em tantos papeis versos diversos...
ja fiz até canção...
...
Já sorri pro moço da padaria,
vendo alucinações,
que agora se fazem constantes.
...
E no ápice do desespero...
chamei teu nome em silêncio,
na esperança de ser ouvida.
...
BAH,
pra quê?
pro meu grito se esvair?
...
E eu já nem sei...
outrora eu sonhava...
agora me retenho dentro de mim.
...
Que assim é melhor...
que assim deve ser...
em pár com a solidão.
...
E é uma profusão...
onde minhas cores são as da parede, da sala, do quarto,
da casa que agora habito.
...
Até andava me batendo nas paredes,
mas agora elas se afeiçoaram a minha essência,
e fazem parte de mim.
...
Pra quê todas as flores?
todos os poemas?
todas as canções?
...
Agora...
já não faz mais sentido...
invade o vazio, se alastra.
...
As ruas da esquina...
são só ruas...
...
Os rostos em avenidas...
são só rostos.
...
As flores dos jardins?
Pra quê?
se não perfumam mais a vida?
...
É que a alma já exaurida...
sovada, sem dó...
se retém em si, só.
...
Por que já sabe!
e já conhece...
presume em perfeição...
...
Quem sabe...
um dias as cores voltem...
e as flores novamente recuperem seus aromas.
...
Quem sabe...
o coração se reavive...
e a vida recupere seu original sentido.
...
E os olhos voltem a brilhar...
e o sangue volte a correr nas veias...
em prol de uma sensação,nobre.
...
Enquanto isso...
as cores permanecem mortas...
assim como uma parte do meu ser...
...
A parte cansada,
que conhece a realidade...
A parte que grita, e que permanece em silêncio.
[Marinella Quinzeiro]