(: Sirva-se!

domingo, 5 de dezembro de 2010

"Never gonna be alone!" ?

Não,
eu não sei onde você está,
nem como tens passado...

Já não sei seu endereço,
nem sua identidade,
nem nada.

Eu não sei de seus sentimentos,
nem de seus medos atuais,
nem das suas alegrias.

Pra ser sincera,
não sei de quase nada.
...

Mas eu sei,
que preciso de ti,
como em outrora.

Nesse momento,
o necessário.
 estaria em você.

Eu só preciso saber...
se você existe,
e onde estás.

Eu só preciso de você,
pra me abraçar,
até toda a tempestade passar;

Mas cadê você?

[Marinella Quinzeiro]


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rota

Em cada olhar,
a desolação,
do acúmulo.

A desordenância,
a fragilidade,
a petulância.

Em cada sorriso,
a esperança,
o vazio.

As crenças,
gradativas,
fortalezas.

O  sentimentalismo,
corroido,
e infestado.

O  armário,
desbotado,
presente.

As fotos,
as recordações,
o cuidado.

E a sensação,
passageira,
e destrutiva!

[Marinella Quinzeiro]


Estranhamento

A noite hoje,
se faz estranha,
e isso assusta.

A chuva
insiste em cair,
fina.

O pensamento,
paira por outros lugares,
incertos.

Exceto os impregnados,
não saem pela viela,
gritando o que nem sabem.

Chamo,
mas o som se esvai,
e dilui.

Procuro,
mas nada resurge,
parece sumir.

Reparei em baixo da cama,
nas gavetas do armário,
nas roupas pra lavar.

Mas nada reaparece,
e as forças escorrem,
por trechos indefinidos.

Tento reacender,
de todas as formas,
mas nada reage.

O certo,
é a imprevisibilidade,
explicitada pelas inconstâncias.

Constantes!

[Marinella Quinzeiro]

Alternância

A rosa,
dona de aparente
tamanha perfeição.

Com os seus aromas,
e suas pétalas,
sorvia.

Observava,
a imensidão,
que nem se podia ver.

E era apenas uma,
mas de importante missão,
o fundamento.

Em dias de inverno,
o choro contido,
que o orvalho externava.

Ela era dona,
da imensurável,
sensibilidade.

A rosa,
cativa,
parada.

A rosa,
profunda,
em movimento.

[Marinella Quinzeirõ]



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Inusitado

Se em dor,
hei de permanecer,
aceito.

Mas que seja perto,
da causa,
exijo!

A distância,
é maléfica,
e confirmo!

Então fico,
bem perto,
embriago-me!

Que assim,
supero,
e reajo!

Como se fosse preciso,
analisar,
para sorver.

Que a ausência disso tude,
me afoga
...

E a presença,
mesmo que corte,
me liberta!

[Marinella Quinzeiro]
Cometa

Novamente,
o mesmo erro,
e semelhanças.

A dor,
a herança,
as consequencias.

Sovado estás,
e isso corrói,
e é gradativo.

Sobrando,
o vazio,
a penitência.

Mas você pode,
transforme,
e siga.

E a insensibilidade,
se dissolverá,
em si.

E só!

[Marinella Quinzeiro]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Em Paz

Nesse momento,
não sei ao certo,
o que me move.

Suponho que seja
a paz indefinida
que insiste em me habitar.

E agora,
eu ando,
como de costume.

E está tudo em estranha calmaria,
apesar das trepidações,
inconstantes;

Sentido?!
já busquei tanto
...

E agora, 
não cabe mais a mim,
estar a par de decisões.

Mas bem sei,
é segura
toda essa indefinição.

E isso conforta,
involuntariamente,
e me inunda.

Em paz.

[Marinella Quinzeiro]