(: Sirva-se!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Inflamável

É como o fogo
que queima
e arde.

Toma por todo
perturba
salienta.

Tira a paz
e de todo o prazer
traz corrosão e escuro

Vem com destreza
ainda controlável.
 É traiçoeiro

Se espalha rápido
e dói
incontrolável

Que o fogo se inflama
e o belo
queima.

[Marinella Quinzeiro]

sábado, 17 de setembro de 2011

                                       
Mundo desconhecido

Longe daqui,
bem distante
onde nada pode me achar.

Vou parando em lugares
cada vez mais estranhos
e ao mesmo tempo, familiares.

Como se uma fina película 
me separasse da realidade,
e só;

É uma verdade incrível,
o real,
indiscutivelmente.

Aqui, 
tudo pode acontecer,
e é incrivelmente imprevisível.

As vezes chegam mensagens,
que quero entender,
parecem sinais.

É como um alívio pra alma,
uma limpeza mais que profunda,
um banho de indefinição.

E eu não sei se isso vai continuar,
se vai proceder,
mas eu continuo dormindo...

Pra sonhar com o que vem por ai,
e que eu, por ventura,
não sei.

[Marinella Quinzeiro]

quarta-feira, 7 de setembro de 2011



Sabe o que é desespero?

Sabe o que é desespero?
O que é o desespero?
Você sabe?

Não é sair gritando,
esperneando,
chorando...

Não é espetáculo,
nem nada que se amostre,
não, não é!

Desespero mesmo,
é sentir pra si,
e deixar assim.

É querer entrar em choque,
e ter a consciência,
que isso não é possível.

É querer cair no abismo,
e ter forças pra não se jogar,
porque não se sabe como sair.

É lutar com tudo que há,
pra resistir,
e viver em aparente paz.

[Marinella Quinzeiro]

É tudo!

Pra falar a verdade...
nunca fui a mesma
desde que você partiu.

Porque,
na verdade,
tudo mudou quando você chegou.

Você lembra das cores daqueles dias,
dos aromas das flores,
da beleza de qualquer objeto ?

Lembra daquele frio na barriga,
do sorriso tímido,
e de tudo que nos unia?

Sinceramente,
eu não creio que tenhas esquecido,
porque nada disso se apaga.

Aquelas juras,
todas eram verdades,
todas eram puras.

E essas verdades
são mais fortes que qualquer empecilho,
que qualquer barreira.

Que viesse a distância,
a ilusão,
o medo.

Tudo
era nada
e nada era tudo.

Eu não vejo nada mais lindo,
nada se compara
a seu sorriso de primavera.

Ao primeiro poema,
aos primeiros sonhos,
aos primeiros vícios.

E eu não acredito
que isso não seja nada,
porque, na verdade, o nada é tudo!

[Marinella Quinzeiro]  

sábado, 13 de agosto de 2011


E por que não poetizar?

O medo nos contém
transforma o natural
e induz ao artificial.

Nem tudo tem que ser perfeito
por que o perfeito está em você.
Os olhos de quem vê, é complemento.

Esta passagem que chamamos de vida,
nos é concedida por um bilhete premiado,
uma agulha no palheiro somos nós.

Mas pra que dá nós em nós?
A gente é que complica,
não se acerta e descompassa a dança mais linda.

Isso tem o ritmo perfeito
então pra que fazer desse espetáculo
o cenário de nossa própria destruição?

Não somos nada.
Mas enquanto somos...
que sejamos tudo!

Pra que medo?
Solte as mãos e aperte o cinto,
o embarque é por aqui...

E por que não poetizar?

Diz o poeta...

[Marinella Quinzeiro]

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


É?

Utopia?
Ilusão?
Viagem ?

É?
Não...
Não creio.

Mas acho que não...
Deve ser ...
Tudo aponta pra esse norte!

E se for...
será?
Bem que pode ser.

Há de ser o culme
O ápice
A glória...

Dessa vez tem que ser...
Tá na hora,
Convenhamos que está!

Quer saber?
Aqui vai toda a minha positividade,
Tomara. Será!

[Marinella Quinzeiro]




quarta-feira, 25 de maio de 2011


Dos conselhos...

Perguntei se você o ama,
de imediato
disseste que sim.

Retruquei
perguntando se sabias o que era o amor.
fui ao ponto;

Como resposta
desatastes a falar e falar
dando mil rodeios e dizendo nada.

Também não cutuquei,
deixei estar,
saindo dali.

Peguei a primeira condução
a fim de me distanciar
...

Há ignorantes imperdoáveis,
que dizem o que não sabem,
e expressam o que não sentem.

Acredite,
a melhor maneira de crescer,
é se fortalecer de muita humildade.

[Marinella Quinzeiro]


Nota

Você sabe que foi eu
e apenas eu
a culpada de sua partida.

E se vier me perguntar seu eu tenho remorsos
sou capaz de responder friamente
que por você não.

Se esse sentimento de culpa 
pairar sobre mim
terá outra causa.

Do outro caso
sim
eu tenho meus arrependimentos.

E tudo isso
confesso
fiz porque quis.

Se magoou
feriu e machucou
eu apenas lamento.

É o que me cabe.

Ninguém é poço de bondade,
não espere esse milagre
lembre-se que a água só se transformou em vinho uma vez.

[Marinella Quinzeiro]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Das incertezas...

É bom sentir isso novamente,
como a volta do que não foi,
apenas adormeceu.

E está despertando
ainda com aquela embriaguez
típica de quem dorme por longas horas.

Mas acorda com sede intensa,
 querendo sorver o alvo desesperadamente,
com medo do futuro.

E como evitar?
como sanar?
como escapar?

Rio,
por saber que não sei.
[gargalhadas histéricas!]

E sem saber o que fazer,
o que falar,
como agir...

Fica-se assim...
a mercê do tempo
e do acaso.

Vagando como um maltrapilho
que implora por uma esmola
de um destino incerto.

[Marinella Quinzeiro]







Das virtudes...

É grandiosa
a tua felicidade
perto dela.

Nem em cabe em você,
e isso é notável,
nem tente esconder.

O teu sorriso gracioso,
espontâneo,
e absurdamente feliz.

Teu olhar brilhante,
como estrelas
em seu ápice.

E eu fico ali observando.
Não com inveja, que isso não condiz,
mas com adimiração, e até respeito.

[Marinella Quinzeiro]





domingo, 15 de maio de 2011

Vaga-se

Ando só por ai
e já não me importo
até aprecio

Ando por andar
e não explico
e não suplico

e nada.

Só não quero pedir
não quero dizer
tampouco sentir.

Não,não quero.

Mantenho-me absorta,
as vezes só observando
como uma ave cheia destreza

Mas nem isso
não quero
não condiz

Dispenso!

[Marinella Quinzeiro]

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

involuntariedade

Eu não queria fazer isso,
 eu quase sempre
 nunca quero.

 Mas
 é impulso,
é instinto.

 E quando me dou conta
 lá estou,
 de novo.

 A tentar e tentar.

 Mais tarde,
rio
e fico triste,

 Pensando nessa esperança
 imortal,
 que eu tanto já tentei matar!

[Marinella Quinzeiro]

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Volta!

E quer saber o que eu quero?
eu quero que doa,
e que doa muito.

Que aperte no fundo da alma,
e te faça sofrer,
até você não resistir.

Que venha a louca saudade,
que te faça agir,
e reagir!

Só quero a reciprocidade,
não esqueça,
não esqueça de nada!

Anda apertando,
e cada dia,
é uma subtração.

E não posso ficar assim,
não,
não posso.

Então,
volta,
e esqueça essas efemeridades.

Que podemos vencer,
e rir,
além de tantas coisas;



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Brinca

Volta?!
que tal essa ideia?!
não descarte!

Refaz,
reformula,
e acerta!

Descobertas?!
tantas,
e tantas!

Recria,
que se pode,
e se fascina!

Puxe-se,
e dance no salão,
como quem baila feliz.

E não tema,
reformulações,
são cantigas.

 Brinca!

[Marinella Quinzeiro]
Troca

Quero o ontem,
pra renovar,
meu hoje.

mover,
o desagradável,
e agradar.

É que depende,
e suspende,
o intransponível.

E agora,
é como linha,
a se bordar;

Vou abordar,
teus acordes,
e acordos.

Que mais valem,
em mim,
que soltos.

[Marinella Quinzeiro]

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Viva!

Apenas brinco,
dou piruetas,
e sorrio.

É uma ciranda,
um pique,
uma corrida.

Regada ao som,
a discontração,
e ao descompromisso.

Só quero brincar,
como quem nada quer,
até a Embriaguez.

E perder os sentidos,
sem sentir,
extasiar.

Como quem bebe,
não para esquecer,
mas para brindar!

E viva ao Bar!

[Marinella Quinzeiro]
Tendência

O céu está azul,
está cinza,
e rosado.

Multicolorido,
multifacetado,
imutável!

E muda,
transcede,
agride!

Cai,
sobe,
colide.

Impera,
suprime,
comprime.

O céu está em si.

Habita o inabitável,
e quem dera eu,
ser céu.

E só céu!

[Marinella Quinzeiro]

domingo, 30 de janeiro de 2011


Luz!

Ilumina,
espalha,
e escoa!

Transcede,
solta,
purifica!

E acanha,
arranha,
distancia!

Incandesce,
suprima,
e brilha!

É luz!

[Marinella Quinzeiro]

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não sei.

Não...
sinceramente?!
Não sei.

A efemeridade,
de tudo,
me instabliza.

Eu digo agora que não,
mas isso pode mudar,
e eu sei.

É que não estou preparada,
e não sei encarar com naturalidade,
a qual tantos possuem.

Não sei.

E as vezes,
só as vezes,
queria saber!

[Marinella Quinzeiro]


sábado, 25 de dezembro de 2010

Insensibilidade

É difícil,
mas quando acontece,
é intenso.

Não foi por falta de aviso,
ou de transparência,
nem de sinceridade.

Mas que quando surge,
demora a passar,
isso quando passa.

Não que haja culpados ao certo,
mas é involuntário,
e forte!

É como seguir os sentimentos,
e ignorar o resto,
porque não condiz.

Faz-se um casulo,
e nada mais me atinge,
...

Simplesmente,
me involvo,
de insensibilidade.

E isso pode ser irreversível,
ou efêmero,
...

Quem vai saber?!

[Marinella Quinzeiro]